Sala de vídeo, sala de multimídia, tablets, celulares, etc. Cada vez mais, escolas vêm investindo nestas tecnologias com o intuito de atrair mais alunos e modernizar o seu Ensino, mas será que a educação, para alcançar o seu potencial de transformação, precisa de todos estes recursos?
Direto ao ponto: a resposta é NÃO!
É certo que vivemos em uma era tecnológica, robótica, de rede, e que nossas crianças e adolescentes precisam ser apresentados a este "universo", para que não sejam excluídos socialmente. Mas, estes recursos passam longe de serem a solução para os problemas da educação, e apoiar neles em excesso e exclusividade pode ser fuga para lidar com as questões que precisamos solucionar.
Uma sala de multimídia, por exemplo, pode despertar o interesse e envolvimento do aluno em um primeiro momento, pelo aspecto da novidade, da diferença, mas se não tiver estruturada em uma boa proposta, firmada em uma relação respeitosa entre professor e aluno e a busca por um ensino libertador, o "encantamento" se desfaz em pouco tempo, e toda a infraestrutura não servirá de nada.
Por que isto acontece? Simples! Porque educação ainda é, e ouso a dizer que sempre será, uma ação construída a partir do relacionamento humano. Educação requer diálogo, exposição, escuta, acolhimento, abertura, afeto, questionamentos e descobertas, e todos estes movimentos acontecem com maior intensidade na relação humana. Relação do sujeito consigo mesmo, com a sua comunidade e relação do sujeito com a sua natureza.
Por isto, devemos pensar e estruturar bastante a inserção de ferramentas tecnológicas em sala de aula. Não precisamos, nem devemos resistir ao uso de mídias. Estas ferramentas vieram para facilitar a nossa organização social, já são e serão cada vez mais associadas ao nosso cotidiano, inclusive profissional e de mercado. Aulas de informática, ética para uso de mídias, programação, robótica, entre várias outras, são muito bem vindas, desde que com propósitos bem estabelecidos. Precisamos compreender que excesso de estímulos, sejam eles quais forem, não significam uma educação de qualidade.
A tecnologia pode estar dentro de sala de aula, apoiando e fortalecendo a relação humana que constrói o ensino & aprendizagem, mas jamais inserida para substituir esta relação.
Vamos tomar, por exemplo, o uso do celular em sala de aula. Alguns professores relutam bastante, outros já aderiram ao costume, mas vejamos alguns pontos positivos e negativos do uso do aparelho.
O celular, positivamente, pode auxiliar em pesquisas rápidas, para esclarecimento de dúvidas pontuais. Também pode fazer registros de atividades, e facilitar a comunicação entre grupos de alunos, professores, e comunidade (pais, direção, entre outros agentes).
Mas, é cada vez mais recorrente que alunos se utilizem do celular para "fotografar" a matéria apresentada e evitar as anotações em seus cadernos, isto é altamente prejudicial! Infância e adolescência é um período em que o sujeito percebe e treina a sua coordenação motora fina, escrever, fazer cópias e anotações são ferramentas importantes para o aluno se relacionar consigo mesmo, conhecendo e dominando habilidades do seu corpo.
Substituir este movimento da escrita, e aperfeiçoamento da coordenação motora fina, por fotografias é um belo exemplo de um mau uso de tecnologia, que ao invés de auxiliar, acaba atrapalhando o ensino em sala de aula, e o desenvolvimento do aluno.
É importante, também, nos atentarmos para estudos e pesquisas que apontam os efeitos ao acesso e excesso do uso de telas por crianças e adolescentes. Até os 2 anos de idade, por exemplo, a indicação por OMS e várias Associações de Pediatria pelo mundo é que a criança não tenha NENHUM acesso às telas, com o risco de prejudicar o desenvolvimento da visão, atrasar conquistas motoras e de fala, além de super estimular o cérebro da criança, gerando estresse e dificuldade em compreender pensamentos. Após os 2 anos o indicado é que o uso de telas seja moderado e orientado até a fase adulta. Para os adolescentes, por exemplo, o indicado é que não haja exposição por mais de 2horas diárias.
Compreendemos a importância da familiaridade e domínio de tecnologias em sala de aula, para uma inserção no mercado de trabalho, independência financeira e relação social, mas precisamos estar atentos que especialistas de diversas áreas apontam que as qualidades essenciais para o homem e mulher do futuro estarão pautadas em facilidades de se relacionar, identificar e solucionar problemas, e isto é construído, novamente repito, nas relações humanas.
Por isto, abracemos os avanços tecnológicos, mas não devemos esquecer que a educação se faz na relação humana, a tecnologia é bem vinda, desde que para somar, e nunca substituir.
E você, o que pensa sobre isso?
Conta para gente!
Direto ao ponto: a resposta é NÃO!
É certo que vivemos em uma era tecnológica, robótica, de rede, e que nossas crianças e adolescentes precisam ser apresentados a este "universo", para que não sejam excluídos socialmente. Mas, estes recursos passam longe de serem a solução para os problemas da educação, e apoiar neles em excesso e exclusividade pode ser fuga para lidar com as questões que precisamos solucionar.
Uma sala de multimídia, por exemplo, pode despertar o interesse e envolvimento do aluno em um primeiro momento, pelo aspecto da novidade, da diferença, mas se não tiver estruturada em uma boa proposta, firmada em uma relação respeitosa entre professor e aluno e a busca por um ensino libertador, o "encantamento" se desfaz em pouco tempo, e toda a infraestrutura não servirá de nada.
Por que isto acontece? Simples! Porque educação ainda é, e ouso a dizer que sempre será, uma ação construída a partir do relacionamento humano. Educação requer diálogo, exposição, escuta, acolhimento, abertura, afeto, questionamentos e descobertas, e todos estes movimentos acontecem com maior intensidade na relação humana. Relação do sujeito consigo mesmo, com a sua comunidade e relação do sujeito com a sua natureza.
Por isto, devemos pensar e estruturar bastante a inserção de ferramentas tecnológicas em sala de aula. Não precisamos, nem devemos resistir ao uso de mídias. Estas ferramentas vieram para facilitar a nossa organização social, já são e serão cada vez mais associadas ao nosso cotidiano, inclusive profissional e de mercado. Aulas de informática, ética para uso de mídias, programação, robótica, entre várias outras, são muito bem vindas, desde que com propósitos bem estabelecidos. Precisamos compreender que excesso de estímulos, sejam eles quais forem, não significam uma educação de qualidade.
A tecnologia pode estar dentro de sala de aula, apoiando e fortalecendo a relação humana que constrói o ensino & aprendizagem, mas jamais inserida para substituir esta relação.
Vamos tomar, por exemplo, o uso do celular em sala de aula. Alguns professores relutam bastante, outros já aderiram ao costume, mas vejamos alguns pontos positivos e negativos do uso do aparelho.
O celular, positivamente, pode auxiliar em pesquisas rápidas, para esclarecimento de dúvidas pontuais. Também pode fazer registros de atividades, e facilitar a comunicação entre grupos de alunos, professores, e comunidade (pais, direção, entre outros agentes).
Mas, é cada vez mais recorrente que alunos se utilizem do celular para "fotografar" a matéria apresentada e evitar as anotações em seus cadernos, isto é altamente prejudicial! Infância e adolescência é um período em que o sujeito percebe e treina a sua coordenação motora fina, escrever, fazer cópias e anotações são ferramentas importantes para o aluno se relacionar consigo mesmo, conhecendo e dominando habilidades do seu corpo.
Substituir este movimento da escrita, e aperfeiçoamento da coordenação motora fina, por fotografias é um belo exemplo de um mau uso de tecnologia, que ao invés de auxiliar, acaba atrapalhando o ensino em sala de aula, e o desenvolvimento do aluno.
É importante, também, nos atentarmos para estudos e pesquisas que apontam os efeitos ao acesso e excesso do uso de telas por crianças e adolescentes. Até os 2 anos de idade, por exemplo, a indicação por OMS e várias Associações de Pediatria pelo mundo é que a criança não tenha NENHUM acesso às telas, com o risco de prejudicar o desenvolvimento da visão, atrasar conquistas motoras e de fala, além de super estimular o cérebro da criança, gerando estresse e dificuldade em compreender pensamentos. Após os 2 anos o indicado é que o uso de telas seja moderado e orientado até a fase adulta. Para os adolescentes, por exemplo, o indicado é que não haja exposição por mais de 2horas diárias.
Compreendemos a importância da familiaridade e domínio de tecnologias em sala de aula, para uma inserção no mercado de trabalho, independência financeira e relação social, mas precisamos estar atentos que especialistas de diversas áreas apontam que as qualidades essenciais para o homem e mulher do futuro estarão pautadas em facilidades de se relacionar, identificar e solucionar problemas, e isto é construído, novamente repito, nas relações humanas.
Por isto, abracemos os avanços tecnológicos, mas não devemos esquecer que a educação se faz na relação humana, a tecnologia é bem vinda, desde que para somar, e nunca substituir.
E você, o que pensa sobre isso?
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